Valores e princípios

- a justiça social
- a autonomia e auto-determinação dos povos
- a valorização do ser humano como sujeito da história e ator social, político e cultural
- a valorização da cultura, luta e sabedoria populares
- a diversidade
- a valorização das identidades individuais e coletivas
- o respeito à natureza e a defesa da sustentabilidade
- a democracia participativa e a cidadania/florestania plenas
- a sensibilidade

Em diálogo com povos e comunidades tradicionais:

- o reconhecimento, a valorização e o respeito à diversidade socioambiental e cultural dos povos e comunidades tradicionais, levando-se em conta, dentre outros aspectos, os recortes etnia, raça, gênero, idade, religiosidade, ancestralidade, orientação sexual e atividades laborais, entre outros, bem como a relação desses em cada comunidade ou povo, de modo a não desrespeitar, subsumir ou negligenciar as diferenças dos mesmos grupos, comunidades ou povos ou, ainda, instaurar ou reforçar qualquer relação de desigualdade;

- a preservação dos direitos culturais, o exercício de práticas comunitárias, a memória cultural e a identidade étnica.

- o desenvolvimento sustentável como promoção da qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais nas gerações atuais, garantindo as mesmas possibilidades para as gerações futuras e respeitando os seus modos de vida e as suas tradições;

- a pluralidade socioambiental, econômica e cultural das comunidades e dos povos tradicionais que interagem nos diferentes biomas e ecossistemas, sejam em áreas rurais ou urbanas;

- a descentralização e transversalidade das ações e a ampla participação dos povos e comunidades tradicionais na elaboração, monitoramento, execução e avaliação das atividades e projetos, além da promoção dos meios necessários para a efetiva participação destes nas instâncias de controle social e nos processos decisórios relacionados aos seus direitos e interesses;

- a soberania alimentar como direito dos povos e comunidades tradicionais ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis;